Blog/Segurança do Trabalho

Segurança do Trabalho

Dois trabalhadores sobreviveram 9 dias em um túnel no Nepal: o que o resgate ensina sobre engenharia de emergência

Quando a evacuação normal deixa de ser possível, acesso alternativo, informação técnica, localização, comunicação e segurança dos socorristas passam a decidir o que ainda pode ser feito.

Em 4 de setembro de 2026, Sanjay Sah e Kabir Maharjan foram retirados vivos de uma estrutura subterrânea ligada à Upper Trishuli 3A, nove dias após as inundações no Nepal. A reconstrução do resgate mostra por que plantas as-built, acessos alternativos, confirmação de alinhamento, comunicação, leitura do terreno e proteção das equipes precisam fazer parte da engenharia de emergência.

Dois homens saíram vivos depois de nove dias

Em 4 de setembro de 2026, as equipes que abriam caminho através de lama, rocha e estruturas soterradas encontraram vida onde já havia poucos sinais objetivos para sustentá-la. Sanjay Sah, descrito pela Reuters como encarregado mecânico, e Kabir Maharjan, supervisor mecânico da Nepal Electricity Authority, foram retirados vivos de uma estrutura subterrânea ligada à hidrelétrica Upper Trishuli 3A.

Eles haviam permanecido nove dias sob terra desde as inundações de 26 de agosto. O ponto técnico não é transformar a sobrevivência em espetáculo. É compreender o que permitiu que a busca continuasse quando a saída normal havia desaparecido, a geometria do lugar estava encoberta e o próprio resgate criava novos riscos.

O plano de emergência não termina na ordem de abandono. Quando evacuar deixa de ser possível, acesso alternativo, informação técnica, localização de pessoas, comunicação e segurança dos socorristas passam a decidir o que ainda pode ser feito.

O desastre é o contexto; a engenharia de emergência é a pauta

A inundação de 26 de agosto atingiu Rasuwa, Nuwakot, Dhading e outros distritos, destruindo moradias, estradas, pontes, instalações hidrelétricas e infraestrutura crítica. O artigo anterior da Andrade Safe sobre o desastre no Nepal aprofunda alerta precoce, abandono, redundância, primeiros socorros e proteção dos respondedores. Esta análise começa onde a evacuação normal falhou ou deixou de ser possível.

No boletim de 10 de setembro, atualizado às 14h no Nepal, o governo informou 13.656 pessoas resgatadas, 5.130 desaparecidas e 1.377 corpos recuperados. Os números continuam sujeitos a verificação. O documento confirmou que operações paralelas de busca e resgate permaneciam em projetos como Upper Trishuli 1, 3A e 3B, Chilime, Rasuwagadhi, Mailung Khola e Langtang.

O boletim de 9 de setembro havia especificado três resgates com vida em túneis: os dois nepaleses da Upper Trishuli 3A, em 4 de setembro, e um cidadão chinês da Upper Trishuli 1, no dia seguinte. A edição de 10 de setembro não repetiu essa decomposição; por isso, três é o último total oficial específico disponível, não uma nova contagem daquele dia.

Leia o contexto completo do desastre e da preparação para emergências

Imagem Landsat 9 mostra o corredor atingido pelas inundações no Nepal em 26 de agosto de 2026
Imagem real Landsat 9 do corredor afetado, captada em 26 de agosto de 2026. Fonte: USGS EarthExplorer; processamento disponibilizado por Chorchapu no Wikimedia Commons. Domínio público. Imagem de contexto, não do resgate.

Fato oficial, reconstrução jornalística e aprendizado

O governo confirmou o resgate dos dois trabalhadores e a continuidade das operações. A reconstrução detalhada do caminho até eles vem principalmente de uma reportagem especial da Reuters, produzida com entrevistas, mapas, documentos e conversas internas da equipe. É jornalismo de alta qualidade, mas não substitui um relatório oficial de investigação.

Essa distinção importa. Perfuração, detonação controlada, uso de água sob pressão, uma possível escada de fuga e dificuldades de comunicação podem ser descritos como elementos da reconstrução. Não podem ser convertidos em causa oficial, violação normativa ou receita universal de resgate.

Pergunta técnica não é acusação. É o caminho entre o evento e a evidência.

Camadas de evidência usadas nesta análise
CamadaO que permite afirmar
OficialResgate em 4 de setembro, balanços nacionais e continuidade das buscas
Reuters e imprensa localSequência operacional, acessos, perfuração, escuta e condição divulgada dos sobreviventes
Referência técnicaPrincípios gerais de prontidão, acesso, comunicação e proteção dos socorristas

Um espaço com ar, sem inventar a atmosfera

Segundo a Reuters, Sah e Maharjan alcançaram um túnel ou canal de cabos com uma câmara preenchida por ar, a cerca de 160 metros da saída. Maharjan teria bebido água barrenta durante o período. Esses elementos ajudam a compreender a sobrevivência, mas não autorizam uma explicação fisiológica completa.

Não há medição pública de oxigênio, contaminantes, temperatura ou qualidade da água no ponto em que permaneceram. Também não há base para afirmar que o ambiente era seguro, que o envio de ar garantiu a sobrevivência ou que um único fator os salvou. Em áreas subterrâneas, a atmosfera precisa ser medida; a aparência e a possibilidade de respirar por alguns instantes não bastam.

Ilustração editorial em corte mostra acessos, perfuração e área de sobrevivência em um resgate subterrâneo
Diagrama editorial ilustrativo sobre desafios de resgate subterrâneo; não representa a geometria exata da Upper Trishuli 3A. Imagem original gerada para fins educacionais.

Quando o mapa deixa de parecer com o local

A reconstrução relata quatro rotas de acesso bloqueadas por lama, rocha, madeira e detritos. Partes da instalação estariam sob 15 a 30 metros de material. A referência física que existia antes da enchente havia sido substituída por um terreno novo, saturado e instável.

É nesse ponto que plantas as-built, layouts, cotas, shafts, galerias, passagens de cabos e conhecimento acumulado deixam de ser arquivo e viram recurso de salvamento. A planta que não pode ser acessada durante a emergência vale menos do que parece no arquivo. Ela precisa existir em versão atualizada, recuperável, compreensível e disponível mesmo quando energia, rede e acesso ao escritório falham.

Ao mesmo tempo, desenho não é realidade. Deslizamento, inundação e deformação podem alterar o que ainda existe. O documento orienta; a equipe precisa reconciliá-lo com evidências de campo antes de avançar.

O cable access tunnel e a redundância de acesso

Fontes locais e a Reuters apontam que uma galeria conhecida como cable access tunnel teve papel central. Uma estrutura técnica, criada para passagem ou acesso de infraestrutura, tornou-se uma alternativa possível quando os caminhos principais estavam bloqueados.

Isso não significa que qualquer túnel de cabos seja rota de fuga. A lição é outra: quem planeja emergências em infraestrutura crítica precisa conhecer todos os volumes, conexões e acessos que podem ampliar opções de busca. Se o portal principal for perdido, quais rotas continuam identificáveis? Quem conhece a geometria? Elas resistem a água, lama, perda de energia e deformação?

Redundância não é duplicação burocrática. É a existência de uma alternativa quando a rota primária desaparece.

Primeiro estabilizar, depois movimentar

A Reuters relata que o terreno estava saturado demais para que equipamentos pesados entrassem imediatamente. As equipes precisaram estabelecer uma plataforma estável antes da escavação mais intensa. Uma escavadeira só acelera um resgate se o terreno também conseguir sustentá-la.

Urgência não elimina capacidade de suporte, estabilidade, linha de fogo, tombamento ou colapso secundário. Em alguns cenários, o intervalo que parece atraso é exatamente o tempo necessário para que a resposta não perca máquinas, acessos e pessoas. A velocidade útil é a que preserva continuidade operacional.

Perfurar para transformar incerteza em informação

A reportagem descreve perfuração, detonações controladas e um furo de aproximadamente cinco polegadas usado para confirmar o alinhamento real do túnel soterrado. O valor desse furo não estava apenas em abrir passagem: estava em reduzir a incerteza sobre onde procurar.

Perfuração exploratória pode fornecer dados sobre posição, material e possibilidade de acesso. Porém, método, diâmetro, energia, ventilação, estabilidade e risco de atingir pessoas ou instalações exigem projeto e especialistas. O caso não oferece uma instrução operacional de perfuração ou detonação; oferece uma demonstração de como informação confirmada orienta esforço limitado.

Água, chuva e colapso: o risco muda durante a resposta

Na etapa final, a Reuters relata uso de água sob pressão por um canal natural para deslocar parte da obstrução. A solução produziu avanço naquele momento, mas não pode ser transformada em técnica recomendada para outros túneis.

Chuva posterior provocou colapso parcial e alguns socorristas ficaram temporariamente presos, segundo a reportagem. A passagem precisou ser reforçada antes da continuidade. O episódio mostra que o controle escolhido pode alterar o terreno, a drenagem e a estabilidade.

O risco que abriu a emergência pode continuar mudando enquanto o resgate está em andamento. Monitoramento, critérios de retirada e autoridade de parada precisam acompanhar essa mudança.

Resgate é uma segunda operação de alto risco

Socorristas podem enfrentar água, lama, baixa visibilidade, atmosfera potencialmente alterada, energia residual, equipamentos pesados, passagens estreitas, fadiga e novos colapsos. Salvar alguém não justifica criar uma segunda vítima.

Uma operação madura define quem entra, quem autoriza, como as pessoas são rastreadas, quais condições interrompem o avanço, como a equipe se comunica e qual é o plano para resgatar o próprio resgatista. Esses são princípios gerais; não se afirma que tenham faltado em Trishuli 3A.

A segurança dos socorristas não compete com o objetivo do resgate. Ela sustenta a capacidade de continuar procurando.

Desligar as máquinas para ouvir

A reconstrução relata que os equipamentos eram desligados repetidamente para que as equipes tentassem ouvir sinais. Escavar e detectar sobreviventes exigiam estados operacionais diferentes. O ruído que acelerava a remoção também podia esconder a informação mais importante.

Ao amanhecer do décimo dia, ruídos passaram a orientar a aproximação. A equipe ainda precisou distinguir eco, som de equipamento e resposta humana. Em uma busca, o dado necessário pode exigir mudar o estado da operação: parar, silenciar, medir, observar e só então retomar.

Plantas, mensagens e memória do ativo

Outra reportagem da Reuters descreveu engenheiros trocando desenhos, fotografias e hipóteses por um grupo de WhatsApp para apoiar as equipes. A plataforma não é o aprendizado central. O que importa é a existência de pessoas capazes de interpretar a instalação e tornar a informação utilizável sob pressão.

Conhecimento crítico não pode depender de um único empregado, de uma sala inacessível ou de uma conexão que talvez desapareça. Pacotes de emergência precisam reunir as-built, acessos, isolamentos, riscos de energia, contatos técnicos e versões offline controladas. A memória humana ajuda, mas não deve ser o único mapa.

A escada de fuga deve permanecer uma pergunta

A Reuters relata que socorristas identificaram posteriormente uma escada de fuga e cita um engenheiro da NEA dizendo que trabalhadores não sabiam para onde ir. Até o fechamento desta apuração, não havia relatório oficial estabelecendo se essa rota estava acessível, sinalizada, treinada ou se permaneceria utilizável durante a inundação.

Não é responsável concluir que a rota falhou, que faltou treinamento ou que a escada teria salvado todos. A pergunta legítima é como uma organização garante que uma rota exista operacionalmente: conhecida, reconhecível e alcançável sob estresse, perda de iluminação e transformação física do ambiente.

Contagem de pessoas e comunicação subterrânea

Sem uma lista confiável de quem entrou, quem saiu e onde cada equipe trabalhava, a busca começa com uma incerteza adicional. Sistemas de check-in/check-out, turnos, contratadas e visitantes precisam convergir para uma contagem operacional, não apenas administrativa.

Comunicação subterrânea também exige redundância. Rádio convencional pode perder alcance; energia e rede podem falhar. O plano precisa combinar meios compatíveis com a geometria e prever mensagens, pontos de repetição, horários de contato e procedimento quando o silêncio deixa de ser normal e passa a ser alarme.

O que OSHA e OIT ajudam a enxergar

A norma norte-americana OSHA 29 CFR 1926.800 trata construção subterrânea e reconhece temas como controle de acesso, check-in/check-out, comunicação, ventilação, iluminação, proteção contra ingresso de água e disponibilidade de resgate. Ela não é lei no Nepal e não prova descumprimento neste caso.

A Convenção 167 da OIT e seu Código de Prática revisado tratam segurança na construção, inclusive escavações, shafts e túneis. Essas referências servem como estrutura para perguntas preventivas: como localizar pessoas, manter comunicação, controlar atmosfera, planejar saídas e proteger equipes em condições que podem mudar rapidamente.

Ponte brasileira: NR-1 e o cuidado com a NR-33

No Brasil, a NR-1 exige procedimentos de resposta aos cenários de emergência aplicáveis, com meios, responsáveis e recursos coerentes com os riscos. A ponte útil é preparar a organização para perda de acesso, falha de comunicação, necessidade de abandono e proteção das equipes de resposta.

A NR-33 não pode ser aplicada automaticamente a todo túnel. A classificação de espaço confinado depende de características reais, uso, meios de entrada e saída e possibilidade de atmosfera perigosa, entre outros elementos. Se o enquadramento existir, devem ser atendidos os requisitos específicos; se não existir, os riscos subterrâneos continuam exigindo controle.

Nenhuma dessas normas brasileiras se aplica juridicamente ao Nepal. Elas são usadas apenas como referência para empresas brasileiras revisarem seus próprios sistemas.

Perguntas para uma investigação e para o lessons learned

Uma análise futura precisa preservar a diferença entre o que salvou, o que apenas coincidiu e o que poderia ter mudado o resultado.

  • Quantas pessoas estavam em cada área e como essa contagem foi reconciliada?
  • Quando e por quais meios a ordem de abandono chegou a cada frente?
  • Quais acessos e egressos existiam antes do evento e quais permaneceram fisicamente utilizáveis?
  • As plantas as-built refletiam a instalação real e estavam disponíveis fora da área afetada?
  • Como energia elétrica, mecânica e hidráulica foi identificada e isolada durante a busca?
  • Quais medições de atmosfera, água e estabilidade foram feitas?
  • Que critérios autorizaram entrada, retirada e retorno dos socorristas?
  • Como mudanças de chuva, drenagem e escavação alteraram o risco?
  • Que evidências sustentam qualquer conclusão sobre a escada de fuga?

Checklist educacional de prontidão para resgate subterrâneo

Lista educacional; não substitui análise de risco, projeto de ventilação ou egresso, plano de emergência, procedimento de resgate nem requisitos legais aplicáveis.

  • Inventário atualizado de acessos e egressos, inclusive alternativos.
  • Plantas as-built e layouts disponíveis rapidamente, inclusive offline.
  • Sistema confiável de contagem e localização de pessoas.
  • Comunicação principal e redundante adequada ao ambiente.
  • Critérios de abandono e autoridade para ordenar e confirmar evacuação.
  • Identificação de zonas de energia e estratégia de isolamento.
  • Avaliação de ingresso de água, lama e perda de drenagem.
  • Monitoramento de estabilidade e condições dinâmicas.
  • Avaliação atmosférica, ventilação e iluminação quando aplicáveis.
  • Contatos de especialistas que conhecem a geometria do ativo.
  • Compatibilidade entre máquinas, capacidade do terreno e acessos.
  • Critérios de entrada, retirada e resgate do próprio socorrista.
  • Integração prévia com forças especializadas quando o risco justificar.
  • Exercícios que testem perda da rota principal e revisão após mudanças de projeto.

Conclusão: preparar-se para quando a rota ideal deixa de existir

Nove dias depois, dois trabalhadores saíram vivos de uma instalação tomada por lama, água e destroços. A resposta não veio de uma única tecnologia: veio de informação, leitura do terreno, acesso, perfuração, escuta, adaptação e equipes dispostas a rever a estratégia conforme o risco mudava.

Na atualização pública mais recente, Sah havia sido descrito com condição estável e lesões não críticas. A Reuters informou em 8 de setembro, com base na esposa de Maharjan, que ele passou por cirurgia para uma ferida profunda e infectada na perna e apresentou desorientação inicial. Não foi encontrada atualização clínica posterior confiável até 10 de setembro.

Uma equipe da APF informou em 4 de setembro que não encontrou outras pessoas nas seções que percorreu em Trishuli 3A; boletins governamentais posteriores continuaram a incluir o projeto em operações mais amplas de busca e resgate. Esses relatos podem tratar de áreas ou escopos distintos e não devem ser convertidos em contradição sem nova evidência.

Um plano de emergência maduro não prepara apenas a saída ideal. Ele também prepara a organização para o momento em que a rota ideal deixa de existir, sem transformar quem entra para salvar em uma nova vítima.

Perguntas frequentes

Quem foram os dois trabalhadores resgatados em Upper Trishuli 3A?

Sanjay Sah, descrito pela Reuters como encarregado mecânico, e Kabir Maharjan, supervisor mecânico da Nepal Electricity Authority.

Quanto tempo eles ficaram presos no túnel?

Nove dias, entre as inundações de 26 de agosto e o resgate em 4 de setembro de 2026.

Como os socorristas localizaram o túnel soterrado?

Segundo a reconstrução da Reuters, plantas, conhecimento de engenheiros, perfuração exploratória e um furo de cerca de cinco polegadas ajudaram a confirmar o alinhamento real.

O que é um cable access tunnel?

É uma galeria técnica de acesso ou passagem de cabos. Ela não é automaticamente uma rota de fuga, embora possa revelar caminhos úteis numa emergência após avaliação.

Por que plantas as-built são importantes?

Porque mostram a configuração construída do ativo e podem ajudar a localizar acessos, galerias, shafts, energia e áreas de trabalho quando o local fica irreconhecível.

Como proteger os próprios socorristas?

Com critérios de entrada e retirada, comunicação, rastreamento, monitoramento de condições, controle de energia, suporte e plano para resgate do resgatista.

A OSHA ou a NR-1 se aplicam ao acidente no Nepal?

Não. OSHA, OIT e normas brasileiras são usadas apenas como referências técnicas; não como enquadramento jurídico do caso.

Todo túnel é espaço confinado pela NR-33?

Não. O enquadramento depende das características reais e dos critérios da norma; não decorre apenas do nome túnel.

Ainda há pessoas desaparecidas nos túneis do Nepal?

Em 10 de setembro, o governo informou que o número de desaparecidos dentro de túneis ainda não estava verificado e que as buscas continuavam em vários projetos.

Fontes verificadas

Referências desta atualização

Informação conferida em 9 fontes em 10/09/2026.

  1. Daily Situation Update on Bhote Koshi River Floods - 10 September 2026Government of Nepal - Ministry of Foreign Affairs · publicado em 10/09/2026
  2. Daily Situation Update on Bhote Koshi River Floods - 09 September 2026Government of Nepal - Ministry of Foreign Affairs · publicado em 09/09/2026
  3. How two men survived nine days in a Nepal flood tunnelReuters · publicado em 08/09/2026
  4. Search and rescue team says no more survivors in Upper Trishuli 3A tunnelThe Kathmandu Post · publicado em 04/09/2026
  5. Rescue team locates tunnel leading to workers trapped at Trishuli 3AOnlineKhabar · publicado em 30/08/2026
  6. Underground Construction - 29 CFR 1926.800OSHA
  7. C167 Safety and Health in Construction Convention - Article 19International Labour Organization
  8. NR-1 - Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos OcupacionaisMinistério do Trabalho e Emprego
  9. NR-33 - Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços ConfinadosMinistério do Trabalho e Emprego

Método SAFE

Investigue acidentes com evidência, método e segurança técnica.

Participe da aula gratuita e acompanhe a análise de um caso real investigado em campo.

Conhecer a aula gratuita