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A classificação de vasos de pressão na NR-13 segue uma sequência objetiva: confirmar o enquadramento, identificar a classe do fluido, calcular P.V, definir o grupo de potencial de risco de 1 a 5 e cruzar os dados na Tabela 1 para obter a categoria I a V. Depois, a Tabela 2 define os prazos máximos de exames externo e interno, com ou sem SPIE.
1. Enquadramento vem antes da categoria
Nem todo equipamento pressurizado está automaticamente submetido à NR-13. O item 13.2 define o campo de aplicação e as exclusões. Para vasos, devem ser conferidos pressão máxima de operação, volume, fluido, diâmetro e configuração, conforme o caso.
Há uma diferença de unidade importante: o campo de aplicação apresenta P.V com P em kPa; já o grupo de potencial de risco do item 13.5.1.1.2 utiliza P em MPa e V em m³. Misturar essas duas etapas pode alterar o resultado em mil vezes.
- Confirmar dados na placa e no prontuário
- Verificar o item 13.2 e suas exclusões
- Somente depois iniciar a categorização
2. Identifique a classe do fluido
O item 13.5.1.1.1 divide os fluidos nas classes A, B, C e D. A classificação considera características como inflamabilidade, toxicidade, combustibilidade e o tipo de fluido. A classe deve ser determinada com base no conteúdo real do vaso e na redação vigente da norma.
A letra da classe do fluido não é o grupo de potencial de risco. São informações diferentes que serão cruzadas posteriormente na Tabela 1.

3. Calcule P.V e determine o grupo 1 a 5
Para o grupo de potencial de risco, P é a pressão máxima de operação em MPa e V é o volume em m³. O produto P.V é comparado com as faixas do item 13.5.1.1.2: grupo 1 acima de 100; grupo 2 abaixo de 100 e acima de 30; grupo 3 abaixo de 30 e acima de 2,5; grupo 4 abaixo de 2,5 e acima de 1; grupo 5 abaixo de 1.
Como a redação oficial reproduz desigualdades estritas nos pontos de fronteira, valores exatamente iguais aos limites devem ser tratados diretamente pelo PLH com a versão oficial e os critérios técnicos aplicáveis; o artigo não cria uma regra de arredondamento.
- P em MPa
- V em m³
- Grupo numérico de 1 a 5
- Memória do cálculo preservada
4. Cruze classe e grupo para obter a categoria
A Tabela 1 da NR-13 fornece a categoria final. Para classe A, os grupos 1 a 5 resultam em I, I, II, III e III. Para classe B: I, II, III, IV e IV. Para classe C: I, II, III, IV e V. Para classe D: II, III, IV, V e V.
Portanto, vasos utilizam categorias I, II, III, IV e V. Expressões como risco baixo, médio e alto ou grupos A a D não substituem a categorização normativa.
- Classe A: I, I, II, III, III
- Classe B: I, II, III, IV, IV
- Classe C: I, II, III, IV, V
- Classe D: II, III, IV, V, V

5. Aplique os prazos máximos da Tabela 2
Sem SPIE, os prazos máximos para exame externo/interno são: categoria I, 1/3 anos; II, 2/4; III, 3/6; IV, 4/8; V, 5/10. Com SPIE: I, 3/6; II, 4/8; III, 5/10; IV, 6/12; V, 7 anos para o externo e interno a critério.
Esses são limites máximos, não uma autorização automática para esperar até o vencimento. Histórico, mecanismo de dano, condição operacional, inspeções extraordinárias e situações especiais dos subitens seguintes podem exigir tratamento diferente sob responsabilidade técnica do PLH.
- Sem SPIE — I: 1/3; II: 2/4; III: 3/6; IV: 4/8; V: 5/10
- Com SPIE — I: 3/6; II: 4/8; III: 5/10; IV: 6/12; V: 7/a critério
6. Registre a decisão e as exceções
A memória de enquadramento deve mostrar fonte dos dados, unidades, classe do fluido, P.V, grupo, categoria, existência de SPIE, tabela aplicada e datas resultantes. Isso permite revisão e auditoria.
A NR-13 prevê condições específicas para inspeção baseada em risco, postergação do exame interno, vasos sem acesso visual, enchimento interno, baixa temperatura e inspeção extraordinária. Essas situações não devem ser resumidas em uma periodicidade universal.
- Dados de entrada rastreáveis
- Cálculo e categoria documentados
- Tabela e condição do SPIE identificadas
- Validação por PLH quando aplicável
Perguntas frequentes
Quais são as categorias de vasos de pressão?
As categorias normativas são I, II, III, IV e V, obtidas pelo cruzamento entre classe do fluido e grupo de potencial de risco na Tabela 1 da NR-13.
Como calcular o grupo de potencial de risco?
Multiplica-se a pressão máxima de operação P, em MPa, pelo volume V, em m³, e compara-se o resultado com as faixas do item 13.5.1.1.2.
Todo vaso categoria I deve ser inspecionado anualmente?
Em estabelecimento sem SPIE, a Tabela 2 fixa um ano como prazo máximo do exame externo da categoria I. Situações específicas e a avaliação de integridade ainda precisam ser consideradas.
Material de construção define a categoria I a V?
Não. O material é relevante para projeto e integridade, mas a Tabela 1 categoriza o vaso pela classe do fluido e pelo grupo de potencial de risco.
Referências desta atualização
Informação conferida em 2 fontes em 29/08/2026.
